Por que esses erros são tão comuns
A segurança do trabalho é um dos pilares mais críticos para o sucesso e sustentabilidade de qualquer organização. No entanto, mesmo com legislações claras e normas regulamentadoras estabelecidas, como a NR-35 — Trabalho em Altura e a NR-33 — Espaço Confinado, muitas empresas continuam a cometer erros recorrentes. Esses erros geralmente surgem devido à falta de treinamento adequado, falhas na comunicação interna e a percepção equivocada de que as normas são apenas burocracias desnecessárias. O impacto cumulativo desses erros não é apenas financeiro, mas também pode comprometer a saúde e segurança dos colaboradores, além de gerar sanções legais severas.
Os 6 erros mais frequentes
Erro 1: Falta de Treinamento Adequado
Por que acontece: Muitas empresas negligenciam a importância de treinamentos contínuos, acreditando que um único treinamento inicial é suficiente. Como identificar: Alta rotatividade de pessoal sem reciclagem de treinamentos. Consequência legal e operacional: NR-20 — Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis; risco de multas e acidentes com substâncias perigosas. Como corrigir: Implementar um calendário de treinamentos contínuos, revisando anualmente ou semestralmente.
Erro 2: Negligência com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
Por que acontece: Falta de fiscalização interna e cultura organizacional que não prioriza o uso de EPIs. Como identificar: Funcionários trabalhando sem EPIs ou com EPIs inadequados. Consequência legal e operacional: NR-6 — Equipamento de Proteção Individual (EPI); multas e aumento do risco de acidentes. Como corrigir: Estabelecer políticas rigorosas de uso e fiscalização de EPIs, com auditorias regulares.
Erro 3: Ausência de Procedimentos para Trabalho em Altura
Por que acontece: Subestimação dos riscos associados ao trabalho em altura. Como identificar: Falta de planos de emergência e resgate para atividades acima de 2 metros. Consequência legal e operacional: NR-35 — Trabalho em Altura; riscos de quedas e penalidades financeiras. Como corrigir: Criar e implementar procedimentos operacionais padrão para trabalhos em altura, com treinamentos específicos.
Erro 4: Gestão Ineficiente de Espaços Confinados
Por que acontece: Desconhecimento das exigências legais e operacionais para trabalhos em espaços confinados. Como identificar: Falta de identificação e sinalização adequadas dos espaços. Consequência legal e operacional: NR-33 — Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados; riscos de asfixia e multas severas. Como corrigir: Realizar um levantamento dos espaços confinados e treinar equipes para manejo seguro.
Erro 5: Falhas na Prevenção de Incêndios
Por que acontece: Falta de manutenção em equipamentos de prevenção e combate a incêndios. Como identificar: Extintores vencidos e ausência de brigada de incêndio treinada. Consequência legal e operacional: NR-23 — Proteção Contra Incêndios; risco de incêndios devastadores e sanções. Como corrigir: Regularizar a manutenção de equipamentos e treinar uma brigada de incêndio. Mais informações(https://www.consultoriatecnoseg.com.br/brigada-de-incendio)
Erro 6: Subestimação de Riscos Químicos
Por que acontece: Falta de avaliação adequada dos riscos associados a substâncias químicas. Como identificar: Ausência de fichas de segurança (FISPQ) e treinamentos específicos. Consequência legal e operacional: NR-9 — Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA); riscos à saúde dos colaboradores e penalidades. Como corrigir: Implementar um programa de gestão de riscos químicos, com treinamentos e FISPQ atualizadas.
Como diagnosticar se sua empresa comete esses erros
- Perguntas de autodiagnóstico:
- Os funcionários recebem treinamentos regulares e atualizados?
- A empresa possui um programa de auditorias internas para verificar o uso de EPIs?
- Existem planos de emergência documentados para trabalhos em altura?
- Sinais de alerta imediatos:
- Alta incidência de acidentes ou quase acidentes.
- Reclamações frequentes de colaboradores sobre condições de trabalho.
- Quando contratar suporte especializado: Quando há incerteza sobre a conformidade com as NRs ou falta de pessoal qualificado para auditoria interna. Consulte nossos serviços(https://www.consultoriatecnoseg.com.br/consultoria)
Plano de correção por prioridade
- Erros críticos: Corrigir em até 30 dias, como a ausência de EPIs e falhas em prevenção de incêndios.
- Erros moderados: Corrigir em até 90 dias, como a falta de treinamentos contínuos e gestão de espaços confinados.
- Erros de baixo risco: Monitorar continuamente, como a revisão de políticas de segurança e atualização de documentação.
Perguntas frequentes (FAQ)
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Qual a frequência ideal para treinamentos de segurança? Treinamentos devem ser realizados no mínimo anualmente, com reciclagens semestrais para atividades de maior risco.
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O que fazer se minha empresa não possui uma brigada de incêndio? É essencial formar e treinar uma brigada imediatamente para atender às exigências da NR-23.
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Como posso garantir o uso correto de EPIs na empresa? Implementar auditorias regulares e treinamento contínuo pode ajudar a garantir o uso correto de EPIs.
Sobre o Autor

Jonathan Ribeiro
CEO & Fundador — TecnosegEspecialista em Segurança do Trabalho com mais de 20 anos de atuação. Instrutor certificado internacionalmente pela NFPA 1041 Pro Board via Texas A&M / TEEX. Engenheiro de Produção, Técnico em SST e graduando em Inteligência Artificial Aplicada. Seus conteúdos são direcionados a profissionais e empresas que buscam elevar o nível da segurança corporativa com visão moderna e orientada a resultados.
- Técnico em Segurança do Trabalho (desde 2002)
- Engenheiro de Produção
- Instrutor NFPA 1041 Pro Board — TEEX/Texas A&M
- Graduando em Inteligência Artificial Aplicada
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